Uma médica do Pronto Socorro Municipal de São Gonçalo fez o seguinte comentário: "Manda essa porcaria de volta para o local de onde veio".No entanto meus amigos, essa indivídua desalmada se esqueceu que qq um de nós, inclusive ela, em uma situação similar a do nobre policial Alexander pode desenvolver as escaras ou úlceras de decúbito .
(VIDE O VÍDEO ABAIXO COM A DENUNCIA)
.
É esse o tratamento que a população que não tem plano de saúde recebe nos Hospitais Públicos, não generalizando, é claro, tendo em vista que existem médicos vocacionados e que trabalham por amor à profissão e ao ser humano.
O ABANDONO
Policial baleado com tiro de fuzil na cabeça permanece grave
JB Online
O inspetor da Polícia Civil Alexander Marchon Gomes, 37 anos, baleado na cabeça com um tiro de fuzil no dia 17 de setembro, durante operação no Complexo do Alemão corre risco de morte. A informação foi passada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo. O policial está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Pronto Socorro de São Gonçalo, desde o último dia 21, quando foi transferido do Hospital Getúlio Vargas. A prioridade da equipe médica que atende o paciente é manter o quadro estável. - Ele chegou em estado muito grave e escárias pelo corpo. Foi necessário fazer exames de swab para detectar MRSA (Staphylococcos aureus resistente a meticilina – germe multirresistente), já que há suspeita de infecção hospitalar – disse um dos médicos.
A Família do Policial Civil Baleado Reclama da Falta de Apoio das Autoridades
25/11/2008
A esposa de policial ferido no Alemão cobra assistência.
Internado em um pronto socorro Municipal em São Gonçalo,
Ele precisa de cuidados especiais e não está tendo.
A Mais de dois meses depois de ter sido atingido por um tiro de fuzil na cabeça, em operação no Complexo do Alemão, o inspetor da Polícia Civil Alexander Marchon Gomes, 37 anos, continua em estado grave e sem assistência do Estado, como denuncia sua mulher, Talita Gomes, 29.
“É triste ver meu marido sendo tratado como lixo"
Ele foi ferido em serviço e o Estado tem a obrigação de cuidar dele”, lamenta Talita, que pretende entrar com uma ação exigindo que o governo custeie o tratamento em um hospital particular, já que as unidades públicas não têm condições.
“No dia do tiro, o delegado (Marcus Vinícus Braga, da Delegacia de Combate às drogas) me disse que o Beltrame (secretário de Segurança) pagaria o hospital.
Já falei duas vezes com o Beltrame e ele diz que não pode fazer nada”, disse.
Marchon está agora na UTI do Pronto Socorro Central de São Gonçalo, com suspeita de infecção hospitalar.
Ele perdeu um terço da massa encefálica,
Se alimenta por sonda,
Não fala e se mexe com dificuldade.
No dia 19/11/2008, a família decidiu levá-lo do Hospital Getúlio Vargas para casa.
“Os médicos disseram que se eu tivesse condição de alugar equipamentos era melhor levá-lo para casa.
Peguei R$ 3 mil emprestados e o levei para casa, mas ele piorou”, disse.
Talita também reclama da suspensão do vale-refeição de R$ 160.
Com dois filhos, um de 5 anos e outro de 1 ano e meio, ela conta com a ajuda dos amigos do marido para fazer as compras.
A Secretaria de Segurança informou que ofereceu duas vagas em hospitais públicos e que o vale ao qual o marido tem direito é para refeições em serviço, não para compras.