21.10.11


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28.6.11




Um brasileiro honesto


Estava ali, na poltrona 13 do ônibus que faz a rota Friburgo-Rio, um celular esquecido pelo passageiro. Entre a poltrona e o vidro, havia algo a mais. O motorista Joilson Chagas, de 31 anos, ao abrir o pacote tomou um susto porque nunca tinha visto tanto dinheiro junto eram R$ 74.800, não passou aos superiores o fato e nem aos colegas, porém “O dinheiro não era meu e é bom ficar com o que é nosso.” Joilson levou o dinheiro de volta a Friburgo e ao chegar ao ponto final, na Ponte da Saudade, encontrou o dono, um agricultor de 80 anos. Joilson disse que ele precisava explicar direitinho o que perdera. E ele falou: “Eram R$ 74.800 para pagar o transplante da minha filha, que não é coberto pelo SUS.” Joilson entregou o pacote e não aceitou recompensa. Eu não podia aceitar nada”

A história de Joilson correu mundo. No Facebook, ele recebeu mensagens da Holanda, da Espanha, dos Estados Unidos, do Japão. Recebeu cartas de alunos da 2ª a 5ª série de uma escola do Rio, dizendo: “Motorista, foi lindo o que você fez, você foi meu herói.” Joilson diz: “O que eu fiz era para ser uma coisa normal. O ser humano é repleto de valores, mas não põe em prática.”

Ele começou a dirigir em transportadora quando tinha 18 anos. Concluiu o segundo grau. É casado, seu filho Gabriel tem 14 anos e sua mulher está grávida de cinco meses, de outro menino. Nas enxurradas em Friburgo, Joilson perdeu a casa, os móveis, e mora de favor na casa da irmã. A escola onde sua mulher era professora também foi levada pelas águas. Agora, ela costura. Joilson constrói uma nova casa. Trabalha 16 horas por dia como motorista, faz duas viagens de ida e volta no ônibus da Viação 1001, tem uma folga por semana. “Cai na segunda ou na terça.” O primeiro ônibus sai às 5h30 de Friburgo. Ganha R$ 1.000 líquidos por mês, mas paga R$ 500 ao pedreiro que ergue sua “casinha”. Joilson faz biscates de pintura: “A necessidade faz o sapo pular.”

Seu único bem hoje é uma “motinha”. Mas ele confia que “Deus está abrindo portas” e se preocupa com muita gente em Friburgo ainda abandonada em abrigos. Seu sonho é ter seu negócio próprio. Uma loja de autopeças. “Sempre vesti a camisa das empresas em que trabalhei, mas queria ter uma lojinha.” Depois da enchente, a empresa deu a ele “uma cama de solteiro para o filho, um guarda-roupa de três portas e um sofá”. “Meu lazer é ver televisão com a família comendo pipoca, ir à igreja e pescar à beira do rio .”

“Educação hoje é uma coisa rara. Mas é tudo na vida. Joilson serviu de exemplo para muitos políticos.

(Ruth de Aquino, Época)
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI236733-15230,00.html

27.6.11

19.8.09

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais
altos, mas pavios mais curtos;
Auto-estradas mais largas, mas pontos

de vista mais estreitos;
Gastamos mais, mas temos menos;
Nós
compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores;
Mais conveniências, mas

menos tempo;
Temos mais graus acadêmicos, mas menos senso;

Mais conhecimento e menos poder de julgamento;
Mais proficiência,

porém mais problemas;
Mais medicina, mas menos saúde.


Dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente
paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e
raramente oramos.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores.
Falamos

demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à
extensão de nossos anos.
Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar
a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o
espaço exterior, mas não nosso espaço interior.
Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar,

mas poluímos a alma.
Dividimos o átomo, mas não nossos

preconceitos.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr

contra o tempo, mas não a esperar com paciência.
Temos maiores

rendimentos, mas menor padrão moral.
Temos mais comida, mas

menos apaziguamento.
Construímos mais computadores para armazenar mais informações
para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos
Autor Desconhecido

26.3.09



Teatro de máscaras


Chris McCandless


Dia após dia, o comércio de “máscaras” cresce e se expande.

Mas,nada a ver com o carnaval

Longe disso

Afinal, no carnaval as pessoas costumam revelar seus sentimentos de uma forma mais espontânea e verdadeira

Talvez movidas pela máxima de que, no carnaval, tudo é permitido

Falo das máscaras que as pessoas usam no cotidiano

Que tiram do guarda-roupas como uma peça de vestuário,

Da cor e formato que mais combinam com a ocasião

Tão comum como uma camisa ou uma calça

Tão normal que, se você sai de casa e esquece essa preciosa “peça” de roupa, termina chocando a todos como se estivesse completamente nú.


Que seja, então!

Melhor a “nudez”honesta

A vestir algo falso,

com medo de mostrar o que se sente ou pensa.

E como deve ser cansativo carregar um disfarce

Não há nada mais triste que simular a felicidade.

É digno de pena aquele que se auto-proclama assim, como num pacto silencioso ou num transe coletivo, as pessoas aplaudem e

Ninguém se arrisca a gritar que o rei está nú.


Daí, vem as práticas medonhas, como a de inventar estratégias para se destacar, perseguir festas e eventos insossos, acontecimentos e reuniões de grupos segmentados, para exibir-se inserido num contexto.

Vestir atitudes superficiais e simular sorrisos, expressões e sentimentos apenas para estar “igual” aos outros.

Movido pelo combustível do medo de mostrar-se de cara limpa e ser enxotado pelos intolerantes.

Estar “integrado” já não é tão in como antes

Como diria Eco, ficou excessivamente kitsch

A ignorância e a falsa intelectualidade já não são mais uma benção

Ser “apocalíptico” é a onda da hora

Pode ser que a maioria não entenda

Que muitos se afastem,

E você se transforme no “lixo líquido” de Bauman, porque não será mais um deles.

Que importa, se você estiver nú e feliz de verdade, pela primeira vez?





3.2.09


Do outro lado do rio existe um lugar onde os pássaros mais belos descansam e o motivo não se sabe.
Será que o lugar guarda alguma coisa especial?
Ou nós seres humanos não acreditamos que as coisas mais simples são invisíveis aos olhos ?


***
É quando os pés já estão cansados demais,
Quando a respiração está ofegante,
Quando o caminho parece distante...
E, vontade de desisitir bate a porta
e aí ?
É que tudo faz sentido,
Quando percebemos o que realmente importa;
Descobrimos que estamos apenas no começo
E lá vamos nós outra vez
Coisas diferentes estão por vir, algo peculiar sempre aparece, algo que temos a impressão de conhecer tão bem como nosso próprio lar...
A graça de percorrer esse caminho,
É encontrar em cada parte uma pedra nova
Que no final completará a nossa fortaleza.

Herácliton Caleb








Esther,”Rogessi”

"O que de maior valor procurei... e, em vão tentei encontrar,
em lugar algum, nem em ninguém achei... Pois dentro de mim estava.

***

“Joguei fora uma pérola... Por não conseguir enxergar, que, as jóias cobertas de lama, quando lavadas... Voltam a brilhar!"

***
O dom da palavra torna-se tão oco, tão raro aos ouvidos daqueles que não recebem palavras de ninguém…
Onde estás tu sensibilidade?

23.1.09

26.12.08



25.12.08

Religião: 4





Uma figura incomparável

A figura de Jesus não encontra equivalente em nenhuma outra.

Qualquer que seja a personalidade humana que se pretenda estudar, ela apresenta nuanças de luz e sombra.

Embora essencialmente humano, não portava nenhuma das mazelas comuns aos homens.

Justamente por isso, causou tanto impacto.

Como Ser perfeito, não Se deixou contaminar por desejos e preconceitos humanos.

1-Valorizou as mulheres, em uma época em que nenhum direito lhes era reconhecido.

2-Tratou de leprosos, quando todos fugiam deles.

3-Amparou e encaminhou prostitutas, as quais eram objeto de intenso desprezo.

4-Conviveu com pessoas de má vida, sem Se importar com as críticas.

5- Abriu os braços às crianças, encantado com sua fragilidade e com a pureza que simbolizam.

6- Gastou tempo com seres ignorantes e rudes, sempre paciente e benfazejo.

Ele viveu no mundo, sem ser do mundo.

Amparou, cuidou e esclareceu a toda a gente, sem jamais ser manchado pela impureza que O rodeava.


Qualquer que seja o ângulo pelo qual se observa, a grandeza de Jesus impressiona.

Não Se deixou tocar pelos preconceitos próprios da época.

Amou sem esperar ser amado.

Ensinou e viveu a compaixão em um período de sentimentos rudes e hábitos cruéis.


Lançou a idéia da vida futura, como uma esperança para todos os homens.

Substituiu o conceito de um Deus vingativo e cruel pelo de um Pai amoroso.

Trata-se de uma figura incomparável, superior a qualquer outra.

E é Dele o convite que ressoa, através dos séculos:

Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me!


23.12.08

22.12.08

20.12.08

LataN

Jordan Campos

Que mesmo às avessas como o título, o seja.

Que mesmo sendo improvável que Ele tenha nascido em tal data, o seja.

Que apesar da fartura repartida e dos pobres consolados em um dia, o seja.

Que apesar de no resto do ano nos esqueçamos do próximo, o seja.

Que o pão que dermos puder ser menos “pedra” aos famintos, o seja.

Que mesmo entendendo caridade como troca, o seja.

Que mesmo àqueles que falarem seu nome em vão, o seja.

Pois urgente é que entedamos logo.

Que caridade é compartilhar o que há de melhor.

E não esmola, resto, pão duro...

E sempre...

Caridade não é momento e sim estado de espírito.

Caridade não é dar o troco do pão, a calça rasgada ou o resto do feijão.

Caridade é dar ouvidos, boas palavras e satisfação.

É olhar para o próximo e ver além de um espelho.

Só assim desviraremos o título acima.

Esvaziaremos um pouco as lojas.

Nos contentemos com metade do peru.

E cubramos todos os espelhos por um tempo.

Vendo o reflexo em quem vier,

E como vier.


Jordan , pai dedicado, músico competente e mega inteligente,

amigo dos amigos.

Banda Muros de Vento



O contraste social desenha um Natal com duas faces, aliás, não só nessa época. Mas em se tratando de um momento que contagia o ser humano e embala os sonhos, porém é preciso uma reflexão distinta.
As mansões cercadas de luzes e no seu interior a mesa é farta, com delicias natalinas à vontade. No estalar das taças de cristal com o melhor Champagne, brinda-se à noite de gente corada e despreocupada com o amanhã.
Na mesma rua quem sabe, de forma mais modesta, famílias inteiras também se alegram sob a melhor roupa e presenteiam suas crianças e amores.
Um pouco mais distante, na casa de um modesto trabalhador, reúnem-se a mulher e os filhos, felizes pelo pai que pode dar um simples brinquedo com o ganho de um salário a mais e, sob a mesa, alguns doces, salgados e bebida espumante que vieram numa cesta básica de Natal, carregada nas costas o ano inteiro. Esmola enfeitada.
Na medida em que se avança e se aproximam os bolsões de miséria, o Natal é comemorado nas garrafas de aguardente e os fogos são os estampidos das balas.
Nas esquinas, nas valas dos viadutos e nas calçadas frias, existe um sub mundo que abarca a exclusão social de forma cruel, onde não há sonhos e nem presente ao pé de uma árvore de Natal.
Não sou contra os que podem, mas condeno os abutres que vivem sob a fortuna da corrupção, enquanto as necessidades de uma multidão não são atendidas.
A esperança dos miseráveis está na existência de Deus e na misericórdia dos irmãos.
Wagner Marins

FELIZ NATAL...


Que todos os seus desejos se realizem!!!


"Lembre-se, se o Natal não é achado em seu coração, você não o achará debaixo da árvore."
Charlotte Carpenter

O que é o Natal ?

Como toda festa religiosa o Natal é rico em símbolos. Por isso são poucos aqueles que conhecem suas origens e seus significados. O Natal marca a grande festa de solidariedade universal. Pois é comemorado em todo o mundo, até mesmo onde a população cristã é minoria. Podemos sentir que quando o dia 25 se aproxima uma certa ternura vai envolvendo a todos, e o ar fica carregado de uma grande expectativa. O Natal enfim cultiva nas pessoas sentimentos muitas vezes esquecidos, como o amor ao próximo. Muitos símbolos que freqüentam vitrines iluminadas, a sala de nossas casas cria novos sons, melodias e cores que dão às nossas festas uma grande harmonia.

Historicamente não se tem certeza a respeito da data do nascimento de Jesus. Um acontecimento tão importante como a vinda do filho de Deus mereceria ser lembrado numa ocasião especial, de modo que todos facilmente incorporaram o costume de celebrá-la. Aí, é que entra o dia 25, nessa época do ano ocorre no hemisfério norte do planeta o chamado solstício de inverno que é o momento em que o sol, depois de atingir o ponto mais distante de sua órbita, reinicia seu caminho de volta fazendo com que os dias tornem-se mais longos.

Foi da apropriação e do amálgama das festividades pagãs que surgiu o Natal, também como forma de converter os não-cristãos a aderirem ao cristianismo.

15.10.08




19.9.08


Trago-vos um extracto do filme Copying Beethoven com os atores Ed Harris e Diane Kruger nos papéis de Beethoven e Anna Holtz, uma jovem compositora.

*

(diálogo entre Anna Holtz e Ludwig Beethoven, a propósito da grosse fuge)


A.H. - Não compreendo, onde termina o andamento?


L.B.- Não termina, flui. Temos que parar de pensar em fim e em princípio –

são como nuvens tomando forma ou a sucessão das marés.


A.H.-Mas como funciona, musicalmente?


L.B.- Não funciona, desenvolve-se. O primeiro andamento torna-se no segundo. À medida que cada ideia morre, nasce uma nova, tens que escutar a voz que fala dentro de si.

Eu próprio só a ouvi depois de ficar surdo.


A.H.- Diz que tenho de encontrar o silêncio dentro de mim antes de poder ouvir a música?


L.B.- Isso mesmo. Isso, o silêncio é a chave. O silêncio que existe entre as notas. É quando estiver rodeada por esse silêncio que a sua alma poderá cantar.

5.9.08








Uma beleza natural, que tantas vezes nem sequer vemos com olhos de ver...


12.8.08


"Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumprem o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não seja levada à anarquia".
Ministro do Exército (1979-1985)
General Walter Pires de Carvalho e Albuquerque.
.
"Um país pobre se governa com um governo forte".

BRASIL, AME-O OU DEIXE-O !

26.7.08

19.7.08

Ninguem pode tirar de você...

... a fé mesmo em tempos de guerra,

...a força para transformar a vida,

...a esperança de realizar seus
sonhos,

...a vitória de ter resistido a uma tentação,

... a coragem de ser simplesmente você,

...a honestidade de assumir suas limitações,

...a disposição de tentar mais uma vez,

...a vontade de enfrentar desafios,

...a capacidade de perdir ajuda,

.. a sensação de dever bem cumprido,

...a certeza de que a vida sempre vale a pena.

8.7.08

6.7.08


A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável.
E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz.
Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas.
Recordemos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.
Há muitas razões para você ter medo de tentar,
Muitas razões para falhar,
Muitas razões para desistir,
Jogando fora um dia de cada vez.
Todas, absolutamente todas, falsas.
Aleijadinho não acreditava na voz interior que dizia,
com toda a lógica do mundo que aleijados não podem ser escultores,
Era lógico, mas era falso.
Santos Dumont não acreditou nos compatriotas
Que insistiam em dizer que o homem não poderia voar
Com um veículo mais pesado que o ar.
Era lógico, mas era falso.
O mundo é plano, diziam aos navegadores.
Era lógico, mas era falso.
Há muitas coisas nas quais você acredita, com lógica, mas que são absolutamente falsas.
É fácil inventar uma razão,
Um motivo aparentemente lógico, para qualquer coisa.
Mas sua vida pode ser muito mais do que um amontoado de desculpas lógicas.
Sua vida é muito mais do que qualquer razão para desistir de um sonho.
Sua vida é muito mais do que seu passado ruim,
Suas experiências de dores,
Seus medos ancestrais.
Sua vida é tudo o que ainda virá.
Não importam os limites do seu passado,
eles não existem mais.
Seu futuro pode ser tudo o que você desejar.
Escolha os companheiros de viagem,...e vá!
Acredite nisso de verdade
E sua mente e seu corpo irão seguiras suas decisões, suas ações.
Silencie a voz que tenta derrubar você.
Porque ela pode até ser lógica,
...Mas é falsa,
Não acredite nela,
ACREDITE EM VC.

Você pode vence-la,
Vença-a.

30.6.08


EXEMPLO LOUVÁVEL
QUE SURPREENDEU TODO O BRASIL
DEU-ME ORGULHO DE SER BRASILEIRA.
EM UM PAÍS ONDE OS VALORES, A ÉTICA E A MORAL
MUITAS VEZES PARECEM UTÓPICOS,
EIS QUE SURGE UBIRAJARA
PARA NOS DAR UM BELO EXEMPLO.
SIGA EM FRENTE, SEMPRE COM HUMILDADE.

Morador de rua passa em concurso do BB e assume cargo em julho


Ubirajara Gomes da Silva passou na 136ª posição,
entre 171 classificados para Recife.
Ele carregava pasta com cópias de apostilas
E provas e estudava em praças e bibliotecas.

FONTE: O Globo

ORKUT
Ubirajara Gomes da Silva

BIOGRAFIA

Hoje, Ubirajara Gomes da Silva deve começar a fazer os testes exigidos para ser contratado como escriturário pelo Banco do Brasil. São testes de saúde e uma entrevista que funciona como teste psicológico. Nele, Ubirajara terá que contar a sua vida. Até a madrugada de ontem, ele não sabia que história contaria. Tinha medo de contar a verdade. Uma verdade que ele mesmo considera inacreditável. Há um ano, Ubirajara foi aprovado no concurso do Banco do Brasil. Ficou na 136ª colocação no Recife. Eram mais de 19 mil candidatos. Na última semana, finalmente, foi convocado para assumir o cargo. Porém, Ubirajara sequer tinha um documento. Nem a certidão de nascimento. Este homem praticamente não existia para a sociedade. Ele mesmo se sentia "invisível", talvez até "irreal". Isso explica porque durante a entrevista para esta reportagem, Ubiarajara perguntou várias vezes que impressão estava causando. "O que será que as pessoas vão pensar de mim?", questinava, com a insegurança de quem está se sentindo real pela primeira vez na vida. Há 12 anos, Ubirajara da Silva mora pelas ruas do Recife.

O ABANDONO

Ubirajara nunca conheceu seus pais. Foi abandonado dias depois do seu nascimento e cresceu em um orfanato. Lá, dormia com dezenas de outras crianças com histórias parecidas com a sua. Com sonhos iguais aos seus. Esperavam pelo milagre da adoção, talvez pelo arrependimento dos pais; por dias melhores. Até crescerem. Até descobrirem que esses tais dias melhores não viriam. Aos 18 anos era hora de deixar o orfanato e tentar a vida nas ruas. Na rua por onde todos passam, Ubirajara ficou. Uma história que se repete pelas esquinas, pelos bancos de praça, pelos viadutos de qualquer grande cidade. Uma história que - dentro da realidade social do país - poderia ser até considerada comum. Poderia,se não fosse a história de Ubirajara...

A esquina

O jogo da seleção brasileira acabara havia poucos minutos e o fluxo de carros era um pouco maior do que o habitual paraum início de madrugada em uma das esquinas mais nobres do Recife, entre as rua das Pernambucanas e da Amizade, no bairro das Graças. Naquele horário, o único movimento era o dos carros. Dificilmente passaria alguém caminhando pela calçada. E era justamente por isso que Ubirajara estava ali. Naquela esquina, ele passaria a noite. Dormiria. Era o seu endereço. Sua casa. Há 12 anos, ele vive na rua. Era uma criança de 15 anos, perdida. Hoje é um homem de 27 que, finalmente, parece ter encontrado os tais "dias melhores". Sentando no pequeno batente de uma farmácia que fica fechada entre as 22h e às 6h30, ele começa a contar a sua vida. "Minha história é inacreditável", adianta. Com razão. É tão inacreditável que ele costuma mentir sobre sua origem. Prefere contar para as pessoas a versão que abriu essa reportagem. O drama comum do menino abandonado que cresceu em um orfanato. "Conto isso porque sei que é uma versão mais fácil de ser aceita", confessa Ubiaraja. Por quase duas horas, ele continuaria contando a sua verdadeira história. Uma espécie de conto de fadas moderno. Aparentemente uma das muitas histórias sobre a miséria de um país e as suas conseqüências trágicas na vida de uma pessoa, na desestruturação de famílias, nas distorções das formas de relacionamento.

O pedaço de papel

Um rato passou a alguns metros e logo desapareceu. Dois meninos vieram pela calçada com garrafas de cola em uma mão e um pedaço de madeira afiado em outra. Sumiram no escuro. A chuva começou a cair. Ubirajara encolheu as pernas e protegeu sua pasta entupida de papéis e suas duas sacolas de plástico. Numa delas, um pouco de comida. Na outra, alguns itens de higiene pessoal. Ele não tem sequer uma escova de dentes. Da pasta, tira um pedaço de papel com marcas de dobras. No alto da página branca, a marca do Banco do Brasil. Um pouco abaixo, o nome completo de Ubirajara e alguns números. Um deles era 136. A quele morador de rua encolhido no batente de uma farmácia havia sido o 136º colocado no concurso do Banco do Brasil.A família"Quem diria que aquele retardado seria funcionário do Banco do Brasil?", pergunta Ubirajara, em tom de orgulho. Realmente, ninguém jamais diria que um jovem que viveu 12 anos na rua conseguisse ser aprovado em um concurso público tão disputado. Concursos que se tornaram uma espécie de projeto de futuro para parte significativa da sociedade - alimentando uma verdadeira indústria de cursos preparatórios. Mas o "quem diria" de Ubirajara, na verdade, não era uma pergunta. Era uma resposta para alguns dos seus familiares. Pessoas que sumiram da sua vida desde o dia em que ele resolveu sair de casa.

"Essa é a parte da minha história que eu queria esquecer".

Ubirajara está chorando. Pela primeira e única vez naquela madrugada. "O que eu realmente queria era ter tido minha mãe perto", diz enquanto passa a mão nos olhos vermelhos. O desabafo aconteceu enquanto ele contava a sua infância. Filho de uma garçonete com um PM exonerado, foi deixado de lado pelos dois. Mas não totalmente abandonado - como na história queescolheu contar. Na verdade, o menino foi criado na casa da sua avó materna, junto com mais quatro irmãos, em Paulista. Tinha uma condição de vida precária, mas digna. Pobre, não miserável. "Quando as pessoas sabem que eu tenho pai e mãe ficam revoltadas comigo por eu estar na rua. Me culpam. Ficam me julgando como se eu fosse um maluco ou um rebelde. Como se eu tivesse escolhido isso. Mas não é uma escolha. Você acha que eu não queria estar em uma cama agora?"As primeiras noites na ruaUbirajara relata constantes agressões físicas e psicológicas que sofria na casa da avó. De lá veio o termo "retardado", que ele não esquece. Aos 15 anos, costumava fugir de casa. Aos poucos, as fugas eram cada vez mais longas. Cada vez mais sem rumo. Longe de casa, sem dinheiro, começou a dormir pelos cantos. Primeiro, na Avenida Guararapes. Depois, na rampa do Hospital da Restauração. Ele resume essas noites em dois sentimentos: "medo e solidão". Sentimentos que parecem capazes de resumir as piores noites da vida de qualquer pessoa.
No caso dele, não eram as piores. Eram todas.
A virada
Ubirajara estava na 6ª série quando saiu de casa. E, nos primeiros anos sem teto, o seu único objetivo era sobreviver. E não há exagero ou qualquer tom heróico nessa afirmação. A vida na rua tem suas regras. Suas leis. O cotidiano das calçadas não permite escolhas. Não permite pudores. Nem princípios. Não podemos esquecer que esta é, antes de mais nada, a história de um morador de rua. E, nesse ponto, por muito tempo, Ubirajara foi só mais um. Um dos que pediam esmola, um dos que não cortavam o cabelo, dos que vestiam trapos, dos que sentiam fome, dos que precisavam fazer qualquer coisa para comer (neste caso, não se faz necessário detalhar o "qualquer coisa"). Violentado de todas as formas. Noites de culpa. Noites de dor.
Em 2001, o garoto decidiu voltar a estudar. Foi quando iniciou a reaproximação com os livros, as revistas e os jornais: "Tudo que parava na minha mão, eu sempre lia. Acho que esse foi o meu grande diferencial inclusive nos concursos". Estudando nas ruas, Ubirajara passou nas duas provas de supletivo e recebeu o diploma do ensino médio. Ainda assim, continuou freqüentando os colégios. Continua, aliás. Por um só motivo: as merendas. Preguiçoso? A reaproximação com os pais ou com a avó nunca aconteceu. Ubirajara manteve contato apenas com os irmãos. Todos tiveram uma vida mais digna. Casaram, formaram família, conseguiram emprego. Em mais de uma década de rua, Ubirajara se acostumou a ser chamado de "preguiçoso" e de "teimoso". "Minha teimosia é que fez com que eu não desistisse dos meus sonhos. Por mais que todo mundo me criticasse, eu continuei fazendo aquilo que eu acreditava", resume.No ponto de táxi do Mercado da Madalena, onde Ubirajara "morou" por um bom tempo, os taxistas o definem como um "rapaz honesto, que vivia estudando, não gostava de trabalhar e tinha um jeito de abestalhado". Os dias de Ubirajara se resumiam a estudar. Às vezes, nas praças. Às vezes, em bibliotecas públicas. "Não tinha todos os livros, aí ia para a biblioteca, fazia rascunhos, copiava tudo e levava comigo esses papéis para todos os cantos", conta. Ainda leva, na verdade. A tal pasta dele é repleta de anotações. Todos os tipos. Desde a sua mínima contabilidade (vive com algo entre R$ 2 R$ 5 por dia) até um projeto completo para abrir um negócio próprio. "Quero ser nanoempresário. Menor do que micro", diverte-se.

O futuro
A prova do concurso para escriturário do Banco do Brasil tinha 150 questões. Ubirajara acertou 116. Foi o quinto concurso que fez. Havia passado em outros quatro, mas nunca havia sido chamado. No início da semana passada, soube da convocação pela internet - onde vive quase que uma "vida paralela". Tem perfil no Orkut e participa de dezenas de fóruns "habitados" pelos "concurseiros". É conhecido nesse meio pelo apelido de "Maior Abandonado". Usa uma foto de Charles Chaplin. "Sou viciado. Procuro sempre lugares que tenham computadores públicos. Na internet, as diferenças diminuem, não me sinto distante de ninguém", conta, fazendouma analogia com a sua "invisibilidade" como morador de rua. "Estou aqui nessa esquina todas as noites? Ninguém vem aqui falar comigo. Você veio para me entrevistar. Mas você já tinha sequer me visto aqui?", questiona. A resposta, constrangida, foi "não". E foi na internet, em um fórum de discussão para "concurseiros", que Ubirajara resolveu expor um drama que vinha lhe consumindo em silêncio desde o dia que soube da convocação. Tinha uma dívida de quase R$ 8 mil por empréstimos que fez há anos.
E a regra em órgãos públicos é clara: para a contratação ser efetivada, o candidato não pode ter o nome no SPC ou Serasa. Bastou o relato triste para estimular uma verdadeira corrente de ajuda. Uma mobilização virtual que não demoraria para se tornar real. Um amigo que fez na internet se dispôs a pagar parte da sua dívida. Algo em torno de R$ 3 mil. O restante, o próprio Ubirajara pagará em 60 meses com o seu salário (R$ 954, mas que somando outros benefícios pode chegar quase a R$2.000). Dinheiro suficiente para revolucionar sua vida. Para que os seus sonhos, pela primeira vez, possam ser chamados de "planos"."Minha vida é como a música de Cazuza: Dias sim, dias não... Vou sobrevivendo sem um arranhão. Da caridade de quem me detesta"

Fonte:
http://andreabrelaz.blogspot.com/2008/06/hoje-ubirajara-gomes-da-silva-deve.html

29.6.08

O maior patrimônio de uma nação é o espírito de luta de seu povo e a maior ameaça para uma nação é a desagregação desse espírito.
George B. Courtelyou

Não há céu sem tempestades,
nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa
as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem
usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força;
os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una
seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina
produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias.
Lute pelo que você acredita
"Basta um fósforo riscado para acabar com as trevas...
A luz, por menor q seja,
sempre é superior à escuridão..."


Mais real que fazer da vida um sonho,
é fazer do sonho uma vida,
pois nem sempre temos a vida que sonhamos,
mais sempre teremos um sonho para viver.

5.6.08


A força de vontade vence os inimigos mais tiranos e derruba os maiores obstáculos!

4.6.08

"A ambição envenenou a alma dos homens,
Ergueu um muro ao redor do mundo,
Nos atirou dentro da miséria e também do ódio.
Desenvolvemos a velocidade mas nos fechamos em nós mesmos.
As máquinas que trouxeram mudanças nos deixaram desamparados,
Nossos conhecimentos nos deixaram cínicos,
Nossa inteligência nos deixou duros e impiedosos.
Nós pensamos demais e sentimos muito pouco.
Mais do que maquinaria nós precisamos de humanidade,
Mais do que inteligência precisamos de bondade e compreensão.
Sem estas qualidades a vida será violenta e estaremos todos perdidos".

Charlie Chaplin

3.6.08


A Luz é a tua meta,
O teu propósito,
Dela és feito
E e a ela deves retornar.
Quando a escuridão convidar-te a entrar ,
Lembra-te de que este não é o teu propósito.
Assim,
Permanecerás na Luz.

2.6.08

30.5.08

27.5.08


26.5.08


No mundo que se liquefaz o que menos importa é o ser humano,
Apesar de ser ele o objeto que permeia os objetivos do consumismo imediato. Hoje, não é mais o ser humano que se utiliza do dinheiro,
Mas o dinheiro que se utiliza do ser humano.
Ou melhor:
Através dos seres humanos,
Conseguem os manipuladores do sistema mexer com o capital circulante,
Tendo como objetivo mor sua maior acumulação.
E a pessoa,
Na ânsia de continuar consumindo,
De poder consumir,
Na necessidade criada de ter de consumir,
Ou melhor,
De viver na esperança de poder tudo consumir,
De poder consumir os produtos de ponta,
Os mais modernos, os mais bonitos, os tops de linha,
Vão fazendo de tudo para atingir este objetivo.
Mesmo que para isso ela mesma tenha de mudar.
E por que não?
Se a pessoa em si não importa,
Se o importante é a sua capacidade de "transmitir" dinheiro,
De transferir capital.
Assim, não podendo atingir seus objetivos consumistas, vendo cada vez mais longe a possibilidade de atingir seus intentos, vendo seus desejos de consumo cada vez mais jogados fora, tanto os que possui, como os que gostaria de ter possuído, a pessoa se frustra.
E, como o neo-modernismo diz;
"você é livre para fazer o que quer",
Embuti nesta frase a sua conseqüência maior:
"você é o único responsável por aquilo que consegue adquirir em sua vida".
E não importa se sejam coisas materiais ou não.
O importante é que sejam coisas de consumo,
mesmo que espirituais.
Como felicidade não é uma forma de ser,
mas uma conseqüência de um processo.
Assim, somente na vã esperança desta felicidade constante vão as pessoas levando a vida, e sentindo-se realizadas a medida que descartam, jogam ao lixo, aquilo que não está conduzindo a suposta felicidade como estado de espírito e como bem maior a ser atingido.
Nos dias de hoje,
Os valores morais não são mais basilares, a plataforma essencial de um cidadão é sua conta bancária, por onde se pode medir seus valores monetários, o que de fato é o importante em nossa sociedade líquida.
Caso esses "valores" monetários estejam constantemente no negativo, a sociedade moderna logo o descarta,
Ele não serve para o consumo.
O próprio cidadão nota isso, e assim, ele mesmo "se descarta", abandonando valores, quais que sejam a sua natureza, jogando-os no lixo, afim de adequar sua nova "personalidade" a comunidade em que vive, e onde consome.
Não basta mudar seus valores religiosos,
Seus valores de família, readaptar seu caráter.
Necessário se faz mudar a sua aparência, para que todos possam perceber que a pessoa mudou.
Além do mais, essa mudança de aparência redunda em mais consumo: cabeleireiro, manicura, maquiagem, roupas novas, acessórios novos, celular novo, notebook, mp4, mp5, 6 e o que vier depois, ou que já está vindo ou veio.
Se possível novo carro, novo modelo, mais caro, mais sofisticado.
Mas, as vezes, isso tudo não basta.
A mudança de aparência tem de ser maior, mais determinante, mais chocante. Tem de ter um efeito imediato e mais efusivo.
Então, recorre a pessoa a cirurgia plástica.
Claro, o que é velho precisa ser, no mínimo, remodelado, up-grade, recauchutada, novo visual, alegria, felicidade...
E assim,
A cada momento,
E a cada momento mais,
O homem se liquefaz,
Mas não o suficiente para ser líquido,
Apenas uma grande gosma.


22.5.08




Waterfall,Norway

21.5.08


Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz.
Mas não é certo que a mentira dos maus venha roubar a minha esperança.

Eu lembro como a luz é simples,
Regada ao conselho da minha mãe e minha avó
E dos justos que as precederam:
“Não roubarás”.
“Devolva o lápis do coleguinha”.
“Esse apontador não é seu, minha filha”.

Pois bem, se mexeram comigo,
Com a minha velha e fiel fé ,
Então agora eu vou revidar:
Mais honesta ainda vou ficar!

Mesmo que me Digam:
“É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
“Não admito, minha esperança é imortal”.
“Ouviram?
IMORTAL!”

Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!

18.5.08

NF-MURY-BR